Eu amo os braços que me fazer fechar os olhos


Eu amo aqueles abraços que me sacodem, que conseguem parar o tempo e minha respiração. Eu amo porque me recompõem e fazem a minha dor e os meus medos voarem para muito longe.
Eu gosto de abraços que, ainda que não resolvam nada, me ajudam a contar às adversidades que elas não têm poder contra mim, que não vai quebrar minhas paredes ou destruir minha colheita.
Adoro esses abraços porque rompem meus delírios, me ajudam a manter um equilíbrio, me confortando e despindo a minha essência. Eu o amo porque transmitem um amor tão ideal que ouso me beliscar para ver se estou sonhando ou se é verdade que o meu mundo está no topo.
Então, sim, confesso, esses abraços são a minha fraqueza. Eu me derreto só de pensar. Me abrigam, me vestem e me fazem sentir que a vida não é injusta, nem ruim, e não há melhor maneira de sentir do que através da pele.
A pele é de quem a toca
Sentir esse carinho faz a minha pele formigar e, em seguida, por um momento, já não é mais minha, e sim de quem a está tocando. Porque a verdade é que nem todo mundo consegue isso, apenas as pessoas que ganham os melhores lugares no ranking de nossas vidas.
Elas são as únicas que nos mantêm com seus pilares, com esses abraços que chegam quando as esperanças falham, nossas janelas rangem e as oportunidades brincam de esconde-esconde.
“Só toca a pele quem se acompanha de exemplos, lições e permanência. Só conseguem isso as pessoas das quais temos sorte de poder abraçar.”
Então, quando arrepiam nossa pele, não nos lembramos dos golpes da vida. Nós nos lembramos porque neste contato está a razão para sorrir novamente sem olhar para trás.

Via: Sabias Palavras

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