Nesses últimos dias temos ouvido falar a incrível
geração de mulheres chatas, da geração de mulheres que são tudo o que os homens
não querem, um blá blá blá pra cá, um mimimi pra lá, e eu só queria lembrar
vocês da incrível geração de mulheres que bebem. Até porque acho um papo bem
mais legal.
A incrível geração de mulheres que bebem está sem
muitas preocupações de criar rótulos e estereótipos se são o tipo de mulher que
os homens querem ou não, se estão sozinhas porque são chatas ou não. Aliás,
estudos botequísticos apontam que a incrível geração de mulheres que bebem
tende a ser menos chata.
As mulheres que bebem
e frequentam os botecos.
Falam palavrão mas mesmo assim não deixam de ser
educadas. Elas também passam mais tempo na sessão de bebidas do mercado do que
na de produtos de limpeza. Algumas dessas mulheres têm ou pretendem encontrar
um dia um companheiro que beba com elas, leve-a no bar, traga sua cerveja
favorita. Mas isso não é seu objetivo de vida, porque se não tiver um macho
para fazer isso com elas, elas farão igual, sozinha ou com as amigas.
E nessa incrível geração de mulheres que bebem, tem
uma parcela de mulheres que merecem meu mais absoluto respeito e admiração: são
as sommeliers, as mestras cervejeiras, as chefs que sabem combinar delícias
gastronômicas com bebidas, as empreendedoras de cervejarias, mulheres que levam
essa história de cerveja a sério, e muitas vezes ganham a vida com isso.
A geração de mulheres
que bebem não tem tempo pro recalque
Nem pro sofrimento, para auto vitimização. Elas estão
preocupadas em onde vai ser o happy hour, qual a promoção de cerveja que está
rolando, qual loja encontrar aquela artesanal que tanto ama com o menor preço
ou que destino das férias poderá lhe proporcionar boas experiências
etílico-gastronômicas.
E o mais importante: elas não estão fazendo isso para
sobressair em relação aos homens, para se equiparar, para se aparecer, ou
qualquer outro rótulo que possa surgir. A incrível geração de mulheres que
bebem faz isso porque gosta, porque quer, porque aprecia. É por elas mesmo, não
por ninguém. Encontrar alguém legal para acompanhar isso tudo e acrescentar, é
só uma coisa legal, que pode ou não acontecer, dependendo do desejo de cada uma
dessas incríveis mulheres tão diferentes e tão maravilhosas.
Finalizando
Na boa? Ficar discutindo se a “geração” é um tipo que
os homens querem ou não, se você é chata, se está solteira por opção ou está
encalhada mesmo, é muito complicado. Afinal de contas nós, mulheres e homens,
somos serzinhos bem complexos, e cada um viveu e vive uma experiência diferente
da outra, pensa e sente coisas diferentes, tem medos, anseios, aspirações bem
diferentes, e querer generalizar isso, me soa um pouco tolo.
Então, antes que esse assunto fique um pouco mais
chato, deixa eu ali abrir minha cerveja que tá gelada já! Me acompanha? Via: Sábias Palavras


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